Sunday, November 30, 2008

Santificação


Mas ainda existem algumas pessoas que não contaminaram suas vestes, e comigo andarão de branco; e são dignas disso. O que vencer será vestido de vestes brancas e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do Livro da Vida. Declamarei abertamente, na presença do meu Pai e dos seus anjos, que eles pertencem a mim.

(fragmentos de Apocalipse 3.)

I Can´t explain



De olhos fechados e com o som bem alto eu canto e danço pela casa. Minha alma transborda de alegria, sinto-me como uma gotinha de água que encontrou seu oceano. Meu corpo parece pequeno demais, minha vontade é de voar. De braços abertos e rodopiando na sala eu me deleito nos braços do Criador!

Saturday, November 29, 2008

Alô, alô! Planeta Terra chamando...

Nossa Terra é como uma criança que cresceu sem pais, não tendo ninguém para guiá-la e orientá-la. Alguns tentaram ajudá-la, mas a maioria procurou simplesmente usá-la. Os seres humanos, que receberam a tarefa de guiar amorosamente o mundo, em vez disso o saquearam sem qualquer consideração. E pensaram pouco nos próprios filhos, que vão herdar sua falta de amor. Por isso usam e abusam da Terra e, quando ela estremece ou reage, se ofendem e levantam os punhos contra Deus.

(William P. Young.)

Rezemos para que a raça humana jamais escape da Terra para espalhar sua iniquidade em outros lugares.

(C.S Lewis.)

Friday, November 28, 2008

Fênix

Nada se diz de essencial acerca da catedral se apenas falarmos das pedras. Nada se diz de essencial a respeito do Homem se procurarmos defini-lo pelas qualidades humanas.

(Antoine de Saint-Exupéry.)

Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.

(Apóstolo Paulo.)

Assim também é a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor. Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.

(Apóstolo Paulo.)

Thursday, November 27, 2008

Laranja Mecânica

A perversidade é um mal que não nasceu do descuido ou da imprudência, mas que foi cometido com perfeita razão da falta de moral que ela incorpora.

(Immanuel Kant.)

Agi como um prisioneiro com liberdade restrita que faz sem punição o que não é permitido, para dar a mim mesmo uma impressão de que possuia uma frágil aparência de onipotência. Assim era meu coração, oh Deus, assim era meu coração. Tu tiveste piedade quando ele estava no fundo do abismo. Tornei-me maligno sem motivo. Tornei-me maligno porque quis.

Aqui está um escravo fugindo de seu senhor, ansiando por uma sombra (Jó 7.2). Que podridão! Que vida monstruosa e que abismo de morte! Seria possível ter prazer no que era ilícito por nenhum outro motivo senão porque não era permitido?

Eu não tinha motivo para minha malignidade a não ser a própria malignidade. Fui maléfico, e amei sê-lo. Amei a auto-destruição. Amei a minha queda, não o objeto pelo qual eu caíra, mas a queda em si. Minha alma depravada saltou de teu firmamento para a ruína. Estava buscando não ganhar alguma coisa por meios vergonhosos, mas a vergonha por ela própria.

(Agostinho.)

As regras do jogo ético são claras e quem é honesto consigo mesmo sempre conhece o peso específico de cada ato seu. Para ele, não há justificativas freudianas; só existem mentiras. E mais, o mal nunca é banal; mas sempre radical. Crimes de menor potencial ofensivo, podem ser insignificantes no que tange as conseqüências, mas a motivação que subjaz a elas não é muito diferente do que a que nos empurra para crimes horrorosos.

Nós amamos o mal em si. E as nossas faltas nunca estão, verdadeiramente, escondidas. A predisposição de fazer os outros sofrerem, de destruir, é uma parte integral de nossa natureza. Porque sem dúvida obedecemos uma inclinação para errar. Porque mesmo quando penso que minhas intenções são boas, sou capaz de ser para alguém o que meus torturadores foram para mim.

Como então acertar o equilíbrio entre o desejo de sempre fazermos o que queremos e o preço que esta liberdade custa para os outros? As respostas que as sociedades humanas dão a esses questionamentos determinam o seu caráter e o seu perfil.

Deus caminha em nossos jardins secretos e o Seu espírito paira sobre nossos abismos. Ele vê, lembra e acerta contas. O que persiste no pecado ou peca conscientemente, ocasiona sua própria ruína em nome de um desejo impossível e absurdo de liberdade.

(Aviad Kleinberg.)

Wednesday, November 26, 2008

Cruz

Saturday, November 22, 2008

Elogio ao escritor

O escritor é um desalmado que ciranda com os sentimentos alheios. Para escrever de verdade, nunca cogita o estrago que possa causar. E quando pensa no bem que possa espalhar, considera-se incapaz. Os escritores são sovados – não conheço nenhum que não tenha apanhado dos mentores, passado fome e levado bordoada da vida; se não usa sangue para desenhar as palavras, o texto nasce como pintinho de incubadora, bastardo e predestinado a morrer cedo.

O escritor é um desvairado. Suas divagações, personagens, mundos, não passam de maluquices. Mas que maluquices! De onde ele imagina o que imagina? Quem lhe deu o faro fino para narrar as contradições da alma humana? Por que suas histórias parecem reais?

O escritor é um porta-voz do sobrenatural. Não é possível que não haja pacto escondido, eleição misteriosa, galardão suspeito, por detrás das melhores literaturas. Todo o escritor é possesso por forças estranhas; aliás, estranhíssimas. Esse deve ser o motivo de tanta perseguição aos livros. Eles não servem aos interesses de quem não quer abrir mão do poder. Os livros queimados, os “nihil obstat”, os “imprimatur", atestam o perigo da página impressa, copiada, datilografada, mimeografada, digitalizada, faxeada, imeilizada.

O escritor é um solitário asceta, um anti-social. Parente de faquir, trapista, anacoreta, não considera que deserto seja uma privação. Adora o silêncio. Vive de reclamar dos dias ensolarados e alegra-se com nuvens escuras para trancafiar-se. Geralmente responde com monossílabas e não tolera alongar conversas que não sejam profundas.

O escritor é um hipnotizador. Seu poder de sedução é maior do que um encantador de ninja. É mágico também, sempre a ludibriar críticos. Quem tal, um bruxo que enfeitiça com palavras? Talvez, um padeiro que transubstancia carne em pão.

O escritor é um profeta. Docente do céu, interprete de oráculos, só ele constrói ponte entre o mundo que jaz no pó e a eternidade que resplandece no além. Mesmo quando escreve na areia, suas palavras não passarão; alguém há de talhá-las na tábua do coração.

(Ricardo Gondim.)

Tuesday, November 18, 2008

Ponto de vista

Você pode se queixar porque a rosa tem espinhos, ou pode se alegrar porque entre espinhos há rosas.
(Tom Wilson.)

Monday, November 17, 2008

Aos meus 21 anos

Por que a minha mãe me segurou no colo? Por que me deu o seio e me amamentou? Se eu tivesse morrido naquele momento, agora eu estaria dormindo em paz. Na sepultura acaba a agitação dos maus e ali repousam os que estão cansados. Ali os prisioneiros descansam juntos e já não ouvem os gritos do capataz. Ali estão os importantes e os humildes, e os escravos ficam livres de seus donos. Por que os infelizes continuam vendo a luz? Por que deixar que vivam os que têm coração amargurado? (Fragmentos de Jó:3)

Tuesday, November 11, 2008

A Morte da Consciência

Quantas leis externas serão necessárias para substituir a consciência?

Um ataque está sendo feito hoje sobre a nossa consciência. Ele começa apresentando nossos avós, pais e fundadores como crentes ignorantes e tolos. A seguir nos é dito que formar uma família não tem mais importância, apenas a nossa felicidade. Pureza sexual pertence ao mundo antigo. Não somos responsáveis por nossas ações, outros estão tornando nossas vidas miseráveis. O sofrimento causado pelo fato de crer e viver num plano mais elevado, é contrabalanceado com um apetite cada vez maior por uma variedade de drogas e bebidas, todas calculadas para entorpecer nossa existência animal.

Para fazer um aborto e não experimentar remorso ou culpa, a consciência precisa morrer. Mas, ao morrer, morre igualmente o nosso amor por nós mesmos, nosso amor por outros e o amor à criação. Para um pai abandonar a família, substituindo-a por uma mulher mais moça (ou vice-versa), a consciência precisa morrer, assim como a autoproteção, a proteção de outros e de toda uma geração de supostos pais amorosos. Para racionalizar a mentira, o roubo, a traição e o assassinato, a consciência precisa morrer, e com ela a alegria da verdade, a satisfação do trabalho diário e a apreciação da vida.

Os que mataram uma área específica da consciência a fim de permitir a satisfação de seu desejo carnal particular e momentâneo, irá colher finalmente a destruição às mãos de outrem. A consciência dos jovens está sendo sufocada aos poucos mediante a televisão, música, sexo, drogas e tudo mais que promete a satisfação do desejo animal. O mundo evita a culpa a todo custo.

Esta condição de viver para a satisfação presente da carne é intelectualizada a todo custo pelos “formadores de opinião”, fazendo-a parecer outra coisa, além daquilo que é – superficial e rasa. Ela se torna politicamente correta, inteligente, sem preconceitos, caridosa, muito acima das pobres massas ignorantes a fim de encorajar a morte da consciência.

Apesar de toda a nossa cultura dar ouvidos aos “intelectuais”, aos “especialistas” e aos “sem preconceito”, a vida real provou que eles não têm conhecimento e aquilo que explicam não funciona, e a nossa sociedade está morrendo aos poucos, enquanto é educada na ignorância e no que não funciona.

Se ficarmos firmes em meio a um mundo sem consciência, a grande revelação de que temos um Deus, o único Deus verdadeiro, irá tornar-se realidade.

(Mike Wells.)

Tuesday, November 04, 2008

I can´t Wait...

Não esperarei que a velhice me traga a sabedoria, nem deixarei que o sofrimento me ensine. Não perderei tudo primeiro para só depois dar valor ao que eu tenho agora nas mãos. Não espero que a justiça seja feita na minha vida, não quero e não vou me colocar como vítima de nada. Sou uma pessoa privilegiada num mundo tão triste... e se o próprio Jesus, filho de Deus, não foi poupado, quem sou eu para querer manter meu corpo e direitos ilesos?

Então, apenas sigo meu caminho, confiante e feliz, perseverando, glorificando e sorrindo em Deus. Ele me revela o caminho da VIDA e eu já não sou vítima das circunstâncias! Apesar de tudo, eu escolho ser feliz e isso só depende de mim.

Luz da Aurora

Diferente deste meu hoje, será o amanhã.
Quantas coisas, pelas quais eu morreira hoje,
amanhã não me farão sentido, porque totalmente superadas.
É a mutabilidade incessante da própria vida.
Da vida com seus valores.
Da vida com seus compromissos.
Da vida que passa. E como passa! E ai de nós se não passasse.
Viver o hoje, sem grandes sustos, sem grandes medos,
sem maiores paixões, é o que nos lembra a realidade do amanhã,
que será outro dia.
Outro dia, porque diferente.
Outro dia, com novas perspectivas, com novas expectativas.
Viver é ter perspectivas.
Viver é descontínuo e é visão.
E a visão do nosso amanhã será diferente
da que temos agora, neste nosso hoje.
Nada de desânimo, portanto.
Repita comigo, até que esse pensamento lhe domine a mente:
Amanhã será outro dia.

(Mensagem que o pastor me mandou por e-mail.)

Sunday, November 02, 2008

Profundidade x Superficialidade

A natureza superficial vive dos seus impulsos, impressões, intuições, instintos e, também, do que a cerca. O caráter profundo olha para além dessas coisas e, enfrentando tempestades e nuvens, avança para a região ensolarada do outro lado; ele espera pelo amanhã, que sempre traz o reverso da dor e da aparente derrota e fracasso. Quando Deus nos faz profundos, então pode dar-nos também suas verdades e segredos mais profundos e confiar-nos coisas maiores.

"Senhor, guia-me às profundezas da Tua vida e livra-me de uma experiencia superficial."
(Lettie Cowman).