Friday, February 24, 2012

Pés descalços

Em Rajasthan, na Índia, uma escola extraordinária ensina mulheres e homens do meio rural - muitos deles analfabetos - a tornarem-se engenheiros solares, artesãos, dentistas e médicos nas suas próprias aldeias. Chama-se Universidade dos Pés-Descalços, e o seu fundador, Bunker Roy, explica como funciona.

Monday, February 20, 2012

Lagaan


Confesso que estou morrendo de amores por filmes indianos e que tenho alimentado esse vício sem moderação. Afinal, quanto mais os assisto, mais eu os amo! Especialmente quando o diretor, roteirista, produtor ou ator é o Aamir Khan, dono de uma alma sensível, delicada e muito humana. Minha sensação é de que finalmente encontrei filmes perfeitos, sintonizados e equalizados com a minha alma. Perfeitos porque conseguem me arrebatar, não no sentido de entreter, mas de me despertar e inspirar. A cada filme que assisto me torno outra, sempre saio diferente, inebriada, reflexiva, leve, sorridente, encantada...

Gosto da maneira bonita como o amor é retratado em seus filmes, tornando a trama mais envolvente do que já é. Aamir Khan sempre mostra o amor como uma coisa muito pura, inocente, como um sentimento muito precioso e profundo, do jeitinho que gosto. Na minha opinião ele consegue captar bem a essência sagrada desse sentimento. Em seus filmes não existem nenhum rastro de erotismo, cenas ou apelos desnecessários. A libido está presente sim, mas sempre de uma forma criativa, angelical e doce. Minha admiração pelo Aamir Khan aumenta exponencialmente a cada filme seu que assisto!!!

Abaixo minha cena preferida do filme Lagaan. Bhuwan confessando seu amor pra Gauri (que estava enciumada com uma européia que também gostava dele) é, no mínimo, de arrancar suspiros! Como diz minha mãe:
"O que é do homem o bicho não come!" O amor deles era mais forte do que qualquer ilusão:


Lindo, lindo, lindo >.<"

Wednesday, February 08, 2012

Movidos por amor


Só estaremos preparados para finalmente amar, quando nossos olhos forem capazes de enxergar além das falhas das pessoas, além das nossas feridas e além dos nossos direitos. Alguém lhe feriu, machucou ou magoou? Aprenda a ver além disso, ou vai continuar preso em suas dores como um peixe no anzol.

Quem é movido pelo amor não age em função do outro, não espera o outro ser bondoso para que então possa agir com bondade. É sempre o primeiro a sorrir, o primeiro a perdoar, o primeiro a ligar, o primeiro a beijar. Dá ao outro exatamente aquilo que não tem, justamente por ser algo que também gostaria de receber.

Enquanto seu coração estiver à deriva de circunstâncias e sentimentos, você nunca estará apto para amar. O amor é uma escolha. Ele pensa e liberta. Pessoas amorosas ocupam suas mentes com pensamentos de amor. Elas buscam razões e sempre encontram um bom motivo para se comportar de maneira amorosa. A natureza reflexiva do amor as ensinou a usar a mente antes de usar a boca.

Quando escolhemos usar a mente para amar, passamos a nos comportar propositalmente de forma à evitar comentários nocivos ou atitudes que causem algum tipo de desconforto nos outros. Quem ama acolhe e escolhe a melhor parte, valoriza a alteridade e deseja ser para ela uma companhia agradável. Consegue promover aconchego, proximidade e conforto até com um simples olhar.

Talvez o amor não faça muito sentido quando usamos a lógica humana. Na verdade, ele só passará a fazer sentido quando decidirmos vivê-lo. E este é um segredo que Deus confia somente às almas generosas, que ousam amar. Permitir que nossos comportamentos sejam transformados por este amor é algo que, sem dúvida, elevará nossos relacionamentos à outro patamar!

MIAAAUU...

Muitas mulheres, com a melhor das intenções, utilizam seu instinto maternal de forma errônea. Sem perceber, viciam-se na necessidade neurótica de estarem sempre certas. Acham-se no direito de dizer aos maridos o que eles devem fazer, corrigem-os a todo instante, criticam-os com muita frequência e estão sempre implicando ou fazendo algum tipo de cobrança. Quando caem em si, percebem que todos os esforços investidos na ânsia de mudar o outro foram em vão. Esgotam-se a si mesmas e desgastam a relação.

Mulheres, não subestimem o papel que vocês possuem numa relação! Deus nos confiou um "poder" todo especial! E, por favor, não confundam esse "poder" com autoridade. Se tratarmos nossos maridos como crianças, eles passarão a nos enxergar como mães. Pior, como mães chatas! É assim que você quer ser vista? E, se isso acontecer, será você capaz de refletir até que ponto contribuiu para que as coisas chegassem no resultado do qual tanto reclama?

Não podemos ignorar o fato de que nossos maridos são altamente influenciados pela nossa maneira de agir. Portanto, que tal mudar a sua maneira de agir hoje? Difícil? Então comece trocando o tom de voz de “mãe chata” pelo de “gatinha manhosa”.

Ah, não se surpreenda se ele começar a ser adorável com você!

Wednesday, February 01, 2012

Magia cósmica

O Amor é paciente


No mundo do imediatismo, conveniência e fast-food, onde é simplesmente “proibido passar vontade”, a paciência se tornou uma espécie de virtude em extinção. Quando tudo ao nosso redor diz “seja feita a sua vontade”, bastando para isso apertar um botão ou passar um cartão, fica difícil saber ouvir um não. Inevitavelmente, passamos a replicar este tipo de comportamento em nossos relacionamentos, como se o outro fosse obrigado a agir da forma que mais nos agrada, do jeito que mais nos agrada e no momento que mais nos agrada.

Ao abdicar do parceiro o direito de exercer a sua individualidade, damos a ele o tratamento de “eu-isto”e não de “eu-tu”. Provamos a nós mesmos que amamos mais o nosso ego do que o ser amado, pois só o amamos mediante o cumprimento de nossas demandas. Ao fazer isto, estamos amando o outro a partir de nossas expectativas e carências, e não a partir do amor. Quem assim age, não desfruta do verdadeiro sentido desse sentimento, mas de um sentimento intoxicado e desfigurado, que por sua vez, torna quem o promove (conscientemente ou não) ainda mais intragável, exigente, irreconciliável e irreconhecível.

Ter a paciência para entender que nem sempre as coisas vão ser “do nosso jeito” e a certeza de que muitas vezes vamos ser confrontados, desapontados e frustrados, é primordial para a saúde e sustentabilidade de qualquer união. A paciência deveria ser o ponto de partida para qualquer relação! Sem ela, sempre haverá prazo de validade para aquilo que jurávamos apaixonadamente ser “amor eterno”. Isso porque o amor é muito mais do que um sentimento, poesia ou “borboletinhas no estômago”, o amor é uma decisão.

Amar sem exercer a paciência, o perdão, a compreensão e a misericórdia é o mesmo que querer estudar ou fazer a “lição de casa” sem usar borracha. Não se trata de um luxo, mas de uma necessidade. Abrir mão dela é tornar as coisas mais difíceis e o aprendizado, muito mais penoso. Poder contar com a nossa paciência dentro de um relacionamento nos torna seres mais belos, leves, dóceis, generosos, lúcidos, sábios e fortes; enquanto que, a falta dela, nos afasta da imagem e semelhança de Cristo. Se não exercitarmos a paciência, corremos o sério risco de nos tornaremos seres altamente irritáveis, reativos, feios, pesados, precipitados, egoístas, fracos e cada vez mais insatisfeitos.

A paciência é o lugar onde o amor corteja a sabedoria. Só ela tem o poder de insistir em amar aquele quem tanto nos ofendeu ou tratou injustamente. Isso porque a paciência não só tudo espera e suporta, como sempre o faz cheia de esperança.

Enquanto a raiva, advinda da falta de paciência, não perde a oportunidade de constranger e expor as falhas do outro, a paciência faz questão de protegê-las, com seu manto de compreensão. A raiva gosta de esgotar os recursos, a paciência luta para os preservar. A raiva intoxica o ambiente, a paciência purifica. A raiva asfixia, a paciência traz fôlego. A raiva chuta o balde, a paciência segura as pontas. A raiva desiste, a paciência insiste. A raiva destrói, a paciência constrói. A raiva é escrava de suas palavras, a paciência é dona de seu silêncio. A raiva nunca está satisfeita, a paciência sempre sabe onde encontrar contentamento. A raiva é terrorista, a paciência é diplomata. A raiva é vulgar, a paciência é elegante. A raiva procura tirar o outro do sério, a paciência é a guardiã da sanidade. A raiva se precipita, mas a paciência é como um guarda fiel que espera na entrada da alma, enquanto a raiva deseja invadir com violência.

Não vale a pena darmos vazão, abrigarmos ou nutrirmos nenhum tipo raiva em nossos corações pois se assim o fizermos, atrairemos todo tipo de problema e estorvo para as nossas vidas. Porém, se exercermos a paciência, neutralizaremos e repeliremos todos eles! A paciência confere elegância ao amor, assim como um belo salto faz com as mulheres. Os que se recusam a praticá-la são os mesmos que um dia socarão suas flores simplesmente por não aceitarem que elas germinam no tempo delas e, desolados, chorarão diante do jardim que eles mesmos destruíram com suas próprias mãos.

Por isso, é bom lembrar que quem ama poupa desgastes e sabe que as palavras só fazem sentido quando são melhores do que o silêncio. Não estou dizendo que é fácil, só estou dizendo que vale à pena!

“O homem que não tem domínio próprio é tão sem defesa quanto uma cidade sem muralhas”. (Pv 25.28).