Wednesday, May 30, 2007

Temas de Frrrio

Amor

Ficar abraçadinha no frio é tão gostoso. Assistir filminhos então! Mas cozinhar é infinitamente mais divertido. Meu namorado tem umas manias de grávida e quando ele cisma com alguma coisa, é melhor resolver logo - ou eu passarei o resto da semana ouvindo ele falar que ta morrendo de vontade de comer “ou sushi ou baked potato ou milkshake do Bob´s ou sorvete de menta ou ou hot-dog ou yakissoba ou suco de não-sei-o-quê ou açaí ou vitamina de não-sei-o-que-lá”.

Esse último fim de semana ele cismou que queria comida mexicana. E lá fomos nós dois fazer os tais nachos picantes. E não é que ficou pra lá de delicioso?! Enquanto eu fazia a carne com os temperos, ele fazia os molhos. Depois montamos tudo, decoramos com cheedar e colocamos para assar. Comemos que nem dois javalis. Amei. (E ainda sobrou pra irmã, pra mãe, pro pai e os restinhos pro cachorro). =B

Cachecol

Quando eu era menor minha mãe me ensinou a fazer cachecóis no tricô, depois eu me matriculei em um curso e aprendi a fazer cachecóis no tear. E eu tenho tantos cachecóis! Fiz muitos, muitos mesmo. E o pior, achei que usaria todos. Fiz uns mesclados, outros chamativos, uns degradê, alguns finos, outros largos, uns compridos e outros curtos. Mas o engraçado é que eu uso só o preto. Eu olho aquele bando de lã na minha frente, fico confusa e pego o preto. Só mudo quando a minha mãe se queixa.

Pijama

Minha mãe comprou um tecido espesso e macio para fazer pijamas para mim e para a minha irmã.O meu ia ser rosinha e o dela, lilás com personagens da Disney. Mas acontece que o Pato Donalds tem o pé verde, e a minha irmãzinha não quis o benedito pijama. Conclusão: agora eu tenho um pijama tosco com os personagens da Disney (e o pé verde daquele pato idiota também).

Poesia

O frio me inspira (acho que deu pra perceber),
um dia desses eu fiz este poema:

“Esses dias tão frios que fazem o favor de trincar as minhas bochechas me fizeram desesperadamente desejar ser uma meia. Queria ficar toda quentinha dentro de um tenis, sapato, bota ou derivados. Queria fugir desse frio tão gostosinho q me faz ficar toda encolhidinha parecendo um pikachú. Queria ser uma meinha, fofinha e alegre sempre de bom-humor e liberta de qualquer antítese paradoxal freudiana. Queria eu nadar numa centrífuga e me sentir um peixinho na máquina de lavar roupas. A vida é simples, as pessoas só complicam. Eu queria ser uma meia, mais nada.”

Chocolate quente

Inventei de fazer chocolate quente de um jeito diferente, nada de Nescau ou derivados. Uso aquele chocolate do Papa (acho que é isso). Faço assim:
Fervo o leite com uma colher de maisena + várias de chocolate em pó + outras de açúcar + muitas gotinhas de essência de baunilha, daí vou mexendo e experimentando. O resultado é esplêndido.

Rotina

Estou amando a rotina antes de dormir “Banho quentinho-pijama fofinho-edredon gigante quentinho e fofinho”.

Friday, May 25, 2007

Miss Simpatia

Sempre me esforcei para ser legal com todo mundo, bastava sentar uma pessoa ao meu lado para que eu fizesse algum comentário ou até mesmo puxasse uma conversa (caso eu sentisse alguma receptividade, é claro). Mostrava interesse por todos e me esforçava para compreendê-los. A apatia das pessoas não me incomodava, até que comecei a sentir o sabor do desprezo.

Ao longo do tempo percebi que as pessoas me interpretavam mal, pensavam que eu tinha algum interesse ou intenção por trás de tanta bondade. Mostravam-se receosas como se eu fosse uma pessoa dissimulada. Era um bom dia não respondido, uma pergunta ignorada, um sorriso não retribuído. Não existia reciprocidade.

Cresci, e quanto mais crescia, mais meu mundinho cor-de-rosa ia desabando. Mas sabe, foi bom dar com a cara no poste e me arrebentar. Tô inteirinha num tô? Pois é, não sou mais tão ingênua e tapadinha como eu era. Aprendi tanta coisa e a principal foi não esperar nada de ninguém, não criar expectativas.

Mas ainda assim eu tinha muito medo de continuar a me decepcionar, então adotei inevitavelmente uma postura fechada e defensiva. Eu era triste e melancólica. Ficava sozinha lendo, desenhando ou escrevendo. Evitava contatos e envolvimento, tinha fobia das pessoas. É claro que eu tinha motivos para agir assim, bons motivos aliás.

Até um animal quando é ferido recua e foge, não é mesmo?

E eu reforçava minha atitude dizendo que até Jesus havia sido traído pelo seu amigo Judas. Ficava sempre cabreira e com os três pés atrás quando alguém se aproximava. Mas como eu vivo sempre me auto-analisando, percebi que se eu fosse ser atenciosa apenas com quem eu julgasse merecer minha atenção, não sobraria quase ninguém – exceto minha família.

No começo me apeguei à idosos, crianças e bichanos. Mas a minha realidade me obrigava a conviver com outro perfil e faixa etária. O ego inflado, o orgulho e a vaidade deles me incomodavam mais que qualquer pedrinha no sapato, muito mais que qualquer cisquinho no olho.

Foi difícil me acostumar. E eu ficava realmente irritada de ver como as pessoas cobravam de mim algo que elas não eram. Queria morrer quando alguém deformava as coisas que eu falava - detestava aquela audição seletiva, que filtra apenas o que interessa. Ficava extremamente abalada com as inúmeras pessoas que num dia me abriam um lindo sorriso e no outro desviavam até de caminho.

A arte da convivência não me permitia ser quem eu gostaria com todos. Porém eu me feria ainda mais recorrendo ao afastamento - que apenas reforçava minhas mágoas e rancores. Não dava mais para fugir da dor e recorrer a escapismos. A solução foi enfrentar a situação e para suportá-la, usar armaduras psicológicas e muita estratégia.

As pessoas querem mudar os outros, mas não querem mudar a si mesmas. Retribuem desprezo com desprezo, egoísmo com egoísmo. Parecem criancinhas do jardim da infância e estão sempre se julgando, se acusando, se apontando. Agir como elas agem é muito fácil e instintivo. Colocar o ego na frente de tudo é prático e cômodo demais.

Em vez de construir barreiras,
resolvi amenizar todos os focos de tensão.

(Afinal, uma hora a pessoa que me desprezou a sangue frio vai precisar de mim. E quando esta hora chegar, eu vou ajudá-la).

Se você que me apunhalou pelas costas precisar de uma mão, eu estenderei a minha. Não sou uma boa samaritana, não saio por aí abraçando ninguém. Não te acolherei de maneira profunda e amável, mas de maneira gentil.

As pessoas vivem em clima de Guerra Fria, mas elas precisam umas das outras. E quem ainda prefere pagar com a mesma moeda só reforçará o rancor de ambas as partes.

Aprendi a surpreender as pessoas e despertar nelas o sentimento mais bonito. Desarmo o seu ódio com o meu sorriso e a sua vingança com sinceras desculpas (por mais que eu esteja certa).

Eu não sou doce nem chocolate. Mas respeito, educação e gentileza eu não nego a ninguém. Pode ser o ser mais escroto do mundo.

Tuesday, May 15, 2007

Não Olhe

Não olhe muito para o abismo
senão o abismo começa a olhar
para dentro de você.

Monday, May 14, 2007

Soninho

Queria de novo uma banheira cheia de patinhos e espuminha só pra mim. Para poder nadar e me divertir, espremer o xampu na minha cabeça, derreter todo o sabonete e depois falar foi sem querer. Esquecer que tem um mundo lá fora me esperando. E depois contar histórias pros meus ursinhos e dormir com eles,
Pra sempre.

Tuesday, May 08, 2007

Encontros e Desencontros

Eu cheia de complexos, fazia de tudo pra fugir de você. Sabe como é, eu já havia me machucado tanto e a minha auto-estima que nunca foi lá essas coisas, estava melhor do que nunca. Minha vontade era matar qualquer atarracado que empacasse no meu caminho.

E eu fugia e fugia e você não desistia. Se você fosse feio e chato eu teria ficado brava. Mas você era bem o oposto.

A verdade é que eu não queria que você me visse de óculos, muito menos as minhas banguelas. (Na época eu havia extraído os meus pré-molares e além de estar banguela e usar do óculos, eu também usava aparelho!).

Olhar nos olhos nos teus olhos? Nem pensar.
Abrir a boca então? Nem morta.

Enquanto você conversava comigo, eu emitia sinais com a cabeça ou um leve sorriso (com a boca fechada). E eu ficava o tempo todo de cabeça baixa. No fundo desejava ser um avestruz para enterrar a minha cabeça na terra e ter a certeza de que você não estava me notando.

Não demorou muito para eu pisar na jaca como faço sempre.
(Eu chamaria isso na verdade de "teste de resistência" ou “prova de fogo” mesmo).

Apareci pra você de óculos e aparelho. Melhor ainda: Abri minha boca o máximo que pude e te mostrei minhas quatro janelinhas lindas. Falava com grande ênfase; "Olha que nojo, é da largura do meu dedinho!"

E você ria e dizia que eu era a mulher da sua vida e eu falava: "Você num ta vendo que eu to banguela? Olha que nojento!" E você rebatia me dizendo que eu era única. E eu queria morrer.

A grande verdade é que não tinha como não te amar.

Na despedida, nós estávamos no elevador e você segurou as minhas mãos, olhou nos meus olhos e disse assim: "Quer ser minha namorada?" e eu fiz que sim com a cabeça e a gente deu risada.

E você finalizou dizendo que no dia seguinte iria conversar com o meu pai. E eu fiquei perplexa com a sua coragem e tive a certeza de que um homem assim, só poderia merecer todo o meu amor.

Sunday, May 06, 2007

Deus

Como faz falta um olhar límpido e terno,
Um olhar puro pra fazer a gente sorrir.

Porque as pessoas se julgam e se rotulam?
Vivem assim tão donas de si, tão egoístas.

Se as coisas foram feitas para serem usadas
e as pessoas para serem amadas,
Porque usamos as pessoas e amamos as coisas?

Adoramos as criaturas e não reconhecemos o Criador.

Quando vejo o céu, sinto uma imensa paz.
Quando olho alguém nos olhos,
uma grande ternura toma conta de mim.

Sinto ao meu redor toda Pureza que paira no ar.

Reconheço o Criador em cada criatura.
Ele reflete em mim, como o mar reflete o céu.

Friday, May 04, 2007

Pensamentos

A quantidade de informações que todos nós recebemos, por todos os meios acessíveis, ao ditar o que deve ser moderno e politicamente correto, induz-nos a ter valores diferentes. Se não estivermos alicerçados na palavra de Deus – verdade ontem, hoje e sempre – podemos facilmente nos conformar e nos adaptar a estes valores mundanos.

Em Rm 12.2 o Apóstolo Paulo nos exorta a não nos conformarmos com este mundo e renovar nossa mente!

Um simples pensamento é capaz de dominar nossa cabeça de uma forma tal que ele é tornado real, dando assim abertura para o pecado (luxúria, vingança, ciúmes e orgulho, para citar somente alguns). Pois toda a queda do homem procede de seu coração e mente egoísta:

“Enganoso é o coração, mais que todas as coisas, é desesperadamente corrupto, quem o conhecerá? Eu, o Senhor esquadrinho o coração e provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto de suas ações”. (Jr 19.9-10)

A revelação de Deus para o homem todo através de sua palavra dá garantia de termos uma vida plena, digna e de significado que glorifica a Deus.

Como adoradores nosso compromisso é reter estes pensamentos e viver conforme Paulo ensina em Fp5.4-8 a cada dia; mas se somos pecadores, como podemos viver uma vida de santidade? 1Pe 1-16 diz: “Porque escrito está: Sede santos porque Eu sou santo, logo podemos adorar um Deus santo em santidade”. Qual pensamento tem dominado sua mente? Ore a Deus pedindo que renove sua mente e possa ter a mente de Cristo.

“A santidade é o hábito de ter a mesma mente de Deus, à medida que temos conhecimento da sua mente, descrita nas escrituras". (J.C Ryle)

“Tudo que é verdadeiro, tudo que é justo, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isto que ocupe o vosso entendimento." (Fp 4:8)