Tuesday, May 02, 2006

Fantasia ou Realidade?

Como é forte o impacto da realidade através da fantasia! Desde a infância já tomamos contato com inúmeras fábulas e contos. A nossa mente dá lugar à imaginação e assim passamos a idealizar muitas coisas que nos cercam. Somos primordialmente, seres emocionais. Nossas percepções são expansivas, inundadas de sensibilidade... Mas isto não basta, queremos nos expressar, diluir e decantar emoções. É certo que os meios referenciais de comunicação são essenciais em nosso cotidiano, mas não chegam a ser instigantes, não superam a arte. A razão atrelada à emoção gera um efeito incrível! Uma tragédia de Shakespeare, ou um filme que trabalha valores humanos por exemplo, são meios mais eficientes de conscientizar uma pessoa acerca de certos juízos morais; enquanto um jornal informa, mas não estimula com tanto êxito a reflexão e a sensibilidade. Até que ponto é aceitável o conceito “verdade-mentira” ( inserido neste contexto )? A partir do momento em que percebemos que a mentira não é uma absoluta incoerência e que a verdade não é absolutamente precisa. Não podemos enaltecer a razão se invalidarmos a emoção. A razão é o fio condutor e a emoção é o impulso que move! Ambos se fundem em um contraponto harmonioso.

Monday, May 01, 2006

Cultura de Massa e Sociedade Individualista

As publicidades atuais oferecem propostas irrecusáveis. O receptor é estimulado a sair do comodismo e convidado a descobrir-se como indivíduo; Sua força reside na capacidade de fazer uma escolha e tomar uma decisão: Comprar ou não comprar, eis a questão! A propaganda seduz com sua auréola divina e impõe sutilmente a necessidade de mudança. Valores como “ter e ser” unem-se com um banho de imagens. O que perderia alguém que se propõe a consumir a realidade? Se tudo é feito visando o bem-estar pessoal, então não há mal algum em querer adquirir uma vida mais plena. Sua identidade seria apenas reforçada com tais bens e o seu “eu”, multiplicado! Teu, seu, eu... palavras estas que resumem o mundo atual. Esta ideologia individualista é imediatista e superficial, ao incorporá-la passamos a ver o mundo conforme a nossa imagem e semelhança, repelindo portanto, o que não nos agrada. Tudo é de fácil alcance, a satisfação é imediata e as relações, descartáveis... O mercado controla as individualidades – sob a aparência da originalidade e autenticidade de cada um todos são originais fazendo, comprando e servindo-se das mesmas coisas! – por meio do consumo. Essas benesses que a sociedade oferece moldam o consumidor, criando um vínculo de dependência e suprindo ilusoriamente suas ausências. Tudo o que atende aos ideais, princípios e desejos pessoais é bem-vindo; isto se chama narcisismo. O narciso não quer saber de nada que lhe seja diferente, portanto reduz o outro a si mesmo, sem compreendê-lo no que ele tem de diferente. O autocentrismo é incorporado e a alteridade é repelida. O principal culpado por isso somos nós que achamos feio o que não é espelho; temos a necessidade de projetar a nossa imagem em tudo. A publicidade apenas atende tais expectativas, refletindo a realidade.